terça-feira, 6 de maio de 2008

Portão

Portão, junto à estrada, perto da Estação.

Ministério do Ambiente manda suspender fábrica de óleos do Cachão

O Ministério do Ambiente ordenou o encerramento da fábrica óleos do Cachão por alegadamente constituir um sério perigo para a saúde pública. A empresa estará a funcionar ilegalmente há cerca de sete anos, podendo estar a libertar poluentes altamente tóxicos e cancerígenos, que estarão a contaminar o ambiente na freguesia vizinha de Frechas. Perante a situação, a tutela notificou a Entidade Coordenadora do Licenciamento para que seja ordenada a suspensão imediata da actividade da Sociedade Duriense de Óleos, a laborar no complexo do Cachão.

A situação foi revelada como resposta a um requerimento apresentado pelo Partido Comunista, na assembleia da república. O Ministério do Ambiente adianta que a fábrica não está licenciada, tendo a ASAE interpelado a Direcção Regional da Economia do Norte no sentido de serem impostas medidas cautelares à empresa. Nas últimas semanas a população de Frechas queixou-se de uma forte nuvem de fumos sobre a aldeia. Foram identificados 32 poluentes susceptíveis de poluir ar e cursos de água, parte deles “neurotóxicos “e outros com “grande potencia cancerígeno”. Como confirma, José Brinquete, do PCP de Bragança. O facto de esta unidade industrial de tratamento e extracção de óleos estar a operar em situação ilegal levanta, segundo Brinquete, mais questões graves para a preservação ambiental. Agora perante a confirmação da ilegalidade da fábrica e do perigo para a saúde dos trabalhadores e habitantes, o Partido Comunista vai apresentar um requerimento na Assembleia da República para saber que medidas o Ministério do Ambiente vai tomar e exigir mais testes e rastreios à população e trabalhadores. O Ministério do Ambiente veio confirmar o grave impacto, que a fábrica de tratamento de óleos, instalada no complexo industrial do Cachão em Mirandela, está a ter no ambiente e saúde pública da zona. O PCP acusa o presidente da câmara de Mirandela de ter mentido, quando afirmou que a fábrica estava a funcionar legalmente”, o que não se verifica. A RBA tentou contactar José Silvano, mas ainda não foi possível obter uma resposta por parte do autarca.

Fonte: RBA

sábado, 3 de maio de 2008

O Rei ficou a pé e os utentes da CP vão na mala do carro.

Autor: Hugo Guimarães <hugo-guimaraes@mail.telepac.pt>
Data: 26-04-2008

O Rei ficou a pé e os utentes da CP vão na mala do carro.

Este sábado, a propósito das recentes notícias sobre o eventual encerramento da linha do Tua, resolvi, com a minha namorada, passear na mesma.
Em primeiro lugar fiquei chocado, juntamente com outros turistas, quando à chegada da estação do Tua fomos informados de que o troço da linha entre Tua e Abreiro (o mais espantoso do percurso) estava encerrado. No entanto, quando perguntei aos funcionários da CP e da REFER se havia obras na linha, estes comunicaram-me que as obras estavam concluídas e que apenas se aguardavam instruções “superiores” para reabertura desse trajecto.
Para transportar os passageiros, a maior parte turistas que vinham especificamente apreciar o trajecto do caminho de ferro, estavam 2 taxis ao serviço da CP. Obviamente que, num sábado de sol de primavera, os dois táxis não chegavam para todos os passageiros.
De forma a “resolver” o problema, o taxista chamou um outro táxi. Mesmo assim, nem todos os passageiros cabiam nos 3 taxis, um deles prontificou-se a ir na mala do carro e assim se resolveu o problema do transporte dos passageiros. Uma vez que com todas aquelas manobras o tempo se foi esgotando (e a Automotora de ligação estava à espera na estação de Abreiro) o taxista foi “forçado” a acelerar a marcha chegando mesmo a atingir os 90Km/h naquela estrada cheia de curvas e contra curvas. Não critico o taxista que fez todos os possíveis para se assegurar que toda a gente chegava a tempo ao comboio. A questão que faço é: Valerá a pena a CP substituir a alegada insegurança da linha por insegurança rodoviária? Quando ainda por cima as pessoas queriam era ver o percurso do comboio?
Mas, lá chegamos ao comboio sem “azares de percurso”.
Durante a viagem de comboio vi com os meus próprios olhos o estado de má conservação em que se encontra a linha, forçando a automotora a circular a uma velocidade de 35km/h. Velocidade esta que torna o comboio não competitivo (quando na prática tinha todas as condições para o ter).
Chegamos a Mirandela no tempo previsto e aproveitamos o maravilhoso jardim junto ao rio para fazer um piquenique.
Quando voltamos para a estação com vista a tomar o comboio de regresso ao Tua ficamos surpreendidos com a presença de D. Duarte Duque de Bragança naquele lugar. Este encontrava-se com representantes do Movimento Cívico pela Linha do Tua que recolhiam assinaturas para uma petição a favor do não encerramento da linha. Aparentemente era intenção do nosso Rei fazer também o percurso Mirandela-Abreiro, coisa que não se veio a verificar. O mais incrível é que o Rei não pôde fazer este percurso porque a automotora já estava lutada (40 lugares sentados e 30 em pé). E, apesar do esforço do maquinista para receber autorização para acoplar uma outra automotora (existiam 2 disponíveis na estação de Mirandela), esta foi-lhe recusada por alguém superior (da CP ou da REFER).
Em resumo, os turistas que queriam ver a linha tiveram de desistir ou ir de táxi, alguns passageiros tiveram de ir na mala do táxi e o Rei ficou “pendurado” na estação de Mirandela.
Parece-me mesmo que algumas entidades querem arruinar de vez a imagem da linha do Tua para terem menos “entraves” no seu encerramento!!!
Que País em que vivemos… as vezes, e apesar de gostar muito do meu País, tenho vergonha (já que outros não a tem) …

Hugo Guimarães

Na Linha do Tua 4


No dia 1 de Maio tive tempo para mais uma etapa "À Descoberta" da Linha do Tua. O meu plano era fazer o percurso que vai da estação da Brunheda a Foz Tua em duas caminhadas ao longo da linha, mas, com os acontecimentos mais recentes que levaram ao encerramento, precisamente, desse troço da linha, as coisas complicaram-se. Acolhido de um ímpeto daqueles que é difícil controlar, decidi fazer todo o percurso numa só etapa.

Leia toda a história aqui.

Ligação para a 1.ªetapa entre Cachão e Ribeirinha
Ligação para a 2.ªetapa entre a Brunheda e Ribeirinha
Ligação para a 3.ªetapa entre a Cachão e Mirandela
Ligação para a 4.ªetapa entre a Brunheda e Foz-Tua

terça-feira, 29 de abril de 2008

Petição pela Linha do Tua VIVA


Como tenho mostrado pelas fotografias recentes neste Blog, a Linha do Tua é um dos locais mais bonitos de se percorrer no Nordeste Trasmontano. A par disso, é uma importante obra de engenharia feita por aqueles que acreditaram que os que cá viviam, também tinham direitos. Para algumas aldeias ao longo da linha é ainda o meio de transporte mais prático e económico.
Os movimentos a favor da manutenção da linha (contra a barragem), são muitas vezes acusados de nem saberem onde fica o Tua, de serem estrangeiros. Os que vivemos aqui, e que queremos continuar a viver, também somos capazes de imaginar outro tipo de desenvolvimento, sem destruição do nosso património e sem esvaziamento da região de quase tudo o que foi conquistando com muito esforço. Apregoa-se o desenvolvimento à custa da desertificação, do encerramento, da entrega das poucas coisas valiosas que temos aos grandes interesses económicos.
Os próprios autarcas estão "tão convencidos" das vantagens da construção da barragem, que na reunião que tiveram em Carrazeda de Ansiães a meados de Abril, quando pensavam discutir as contrapartidas a pedir, decidiram criar uma comissão para o estudo do desenvolvimento da região, aceitando como possível a manutenção da Linha do Tua como factor de potencial desenvolvimento.
Aconselho a leitura da Petição pela Linha do Tua neste endereço, e a assinarem-na, como forma de empenhamento na defesa de um património que é nosso, mas que queremos deixar às gerações futuras.

Mais informação aqui:
http://www.alinhadotua.com
http://www.linhadotua.net

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Na linha do Tua


Hoje foi o dia de partir "À Descoberta" de mais um troço da Linha do Tua. Dia 25 de Abril, dia da liberdade e não há melhor local para eu me sentir livre do que em contacto com a Natureza, longe do barulho, longe da pressão, longe de tudo o que torna o nosso dia a dia num círculo viciado.
Depois de percorrer, a pé, a 1.ªetapa entre Cachão e Ribeirinha e a 2.ªetapa entre a Brunheda e a Ribeirinha, pretendia continuar em direcção ao Tua, mas o acidente que aconteceu na linha, com a Dresin, no dia 10 de Abril, tem dificultado os meus planos.

A minha ideia inicial, era percorrer, a pé, a parte da linha que tem grandes hipóteses de ser trocada por contrapartidas com a EDP, mas depois pensei: porque não percorrer os 54 quilómetros que vão desde Foz-Tua a Mirandela? Como as automotoras continuam a fazer o percurso Brunheda – Mirandela, mantendo os mesmos horários, planeei a 3.ª etapa, Cachão – Mirandela.

Estudei os horários, o trajecto, consultei mapas e fotografias aéreas na Internet. A caminhada seria do Cachão a Mirandela. Iria de carro até ao Cachão; seguiria pela linha até Mirandela; apanharia a automotora de volta ao Cachão e regressaria a casa. Em termos de horários, já sei que tenho de somar bastantes mais horas do que aquelas que são necessárias para fazer o caminho. O objectivo era tirar fotografias e não fazer o percurso o mais rápido possível.

Às onze horas estava no Cachão. O céu estava limpo e o sol escaldante. Carregava o almoço, bastante água e, claro está, o material fotográfico necessário. A estação do Cachão está muito bem cuidada. Foi pintada recentemente e a área circundante está limpa. Até tem um horário dos comboios colado na porta (que ainda tem vidros!). A poucos metros de distância há alguns armazéns, estes sim destruídos. Um deles tem um bonito gradeamento em ferro, mesmo a pedir algumas fotografias a preto e branco.

Segui viagem, pela linha, mas sempre atento a qualquer possibilidade de descer até ao rio, que tem um grande caudal, fruto das “águas mil” de Abril. Neste percurso entre Cachão e Mirandela, a linha e o rio parecem de costas voltadas, chegam mesmo a separar-se, como acontece em Frechas.

A diferença de cota entre os dois é muitas vezes pequena, o que não permite ver o rio da linha. Ao longo de todo o percurso o rio corre mais manso do que para jusante, sempre ladeado de duas luxuriantes linhas de árvores, uma em cada margem, que dificultam a visão. De onde em onde resistem grandes açudes, acompanhados das ruínas das respectivas azenhas. Mesmo sem se verem, os açudes adivinham-se, pelo barulho que a água faz quando as transpõe.
No espaço em que a linha segue paralelamente à estrada N213 há dois açudes. Recordo-me comer uns peixinhos fritos, há mais de 20 anos atrás, na única casa que há perto do segundo açude! Depois a linha e a estrada separam-se só voltando a juntar-se perto da estação de Frechas.

A vegetação em volta, solicitava mais e mais fotografias. As papoilas vermelhas saltavam da verdura lembrando-me os cravos de Abril. Mais modestas mas não menos bonitas surgiam tufos de outras flores despertando a minha sensibilidade e o meu conhecimento: miosótis (Myosotis arvensis), borragem (Borago officinalis), erva das sete sangrias (Lithospermum diffusum), viperina (Echium tuberculatum), estevas, (Cistus ladaniferus), arçãs (Lavandula stoechas), jacinto das searas (Muscari comosum), roas (Rosa canina), muitas crucíferas e giestas. Quanto mais tempo se perde olhando com calma, mais variedade de vida se descobre.

Levei algumas horas a chegar a Frechas! Exposta ao sol, parecia adormecida no perfume das flores, aquecida pelo sol. Ao passar sobre a Ribeira da Carvalha, apeteceu-me molhar os pés, refrescar a cara, mas ainda havia muito caminho a percorrer. Atravessei o pequeno túnel sob a estrada nacional e preparei-me para admirar o rio. É neste ponto que da linha se avista melhor o rio. Lá ao fundo, onde o rio se esconde no cachão, os cumes do Faro e da Senhora da Assunção parecem vigiar os meus passos. Que felizes que são, tem hipótese de desfrutar desta paisagem dia após dia!

Consultei a minha cábula com os horários. Dali a pouco passou a automotora em direcção a Mirandela, onde chegaria perto das duas da tarde.
Andei mais um pouco e apanhei um valente susto. Numa quinta, muito bonita que existe na encosta apareceu mais de uma dúzia de cães gigantescos. Felizmente só um avançou para a linha. Não se sentindo apoiado, desistiu e eu pude continuar. A partir deste ponto, é onde a linha está em pior estado. As travessas estão velhas, mal apoiadas e a linha está invadida por ervas daninhas. Está assim até Mirandela. Andam algumas máquinas a enterrar ao lado da linha estruturas para fibra óptica. Penso que depois a linha sofrerá uma intervenção, colocando este troço ao nível da que já existe desde o Tua até Frechas.

No apeadeiro Latadas parei. Aproveitei para saborear o “almoço” já muitas vezes desejado, sentado num tufo de erva, à beira-rio.
Recuperado do cansaço, retornei a marcha. De novo a linha se afasta da estrada N213, só voltando a encontrar-se já em Mirandela.

Depois de algumas curvas, a vista alarga-se. Surgem campos povoados de flores espontâneas de todas as cores. Apeteceu-me deixar a linha e explorar o espaço circundante. Estava na Quinta do Choupim.
Pouco depois surgiram campos cultivados de ambos os lados da linha. Hortas, vinhas, olivais, pomares, mas também boas terras onde se plantavam batatas.
As primeiras casas de Mirandela já se viam ao longe. Acelerei o passo. A automotora partiria para o Tua às 16:14 e eu tinha pouco tempo para chegar à estação. Quando cheguei à Ponte do Açude convenci-me que poderia chegar a tempo.

Nos últimos metros há um carreiro que acompanha a linha e um bonito jardim entre o carreiro e o rio. A paisagem é deslumbrante, seria um óptimo lugar para merendar.
Cheguei à estação a dois minutos da automotora partir. Só tive tempo de limpar o suor e beber um pouco de água. Ainda chegou um grupo de 6 pessoas que desistiram da viagem quando souberam que não poderiam fazer o percurso até ao Foz-Tua pela linha.

Tirei o bilhete até Frechas e coloquei-me junto ao maquinista, apreciando a linha e trocando algumas palavras. Soube que seguiriam onze passageiros, de táxi, da Brunheda para o Tua. Também soube que a linha está completamente recuperada, mas ainda não foi ainda dada autorização para retomar a circulação da automotora no percurso completo.
Apeei-me em Frechas com uma intenção: dar um passeio pela beira-rio admirando a bonita praia fluvial.

Da estação segui, imagine-se, para a Rua da Liberdade. Desci a Rua dos Combatentes em direcção ao rio. Alguns caminhos estavam intransitáveis devido ao caudal do rio e tive que saltar algumas paredes para chegar à praia fluvial. Havia bastantes pessoas espalhadas ao longo do rio. Algumas mulheres lavavam roupa, outros descansavam, brincavam ou pescavam. Subi às ruínas da azenha à procura de melhores ângulos mas o brilho do sol reflectido na água ofuscava a câmara.

Segui em direcção a jusante e depois meti por um caminho em direcção à linha. Esperava-me mais um último esforço até chegar ao Cachão. O sol baixo, queimava-me a cara e dava colorações macias nas zonas translúcidas das flores e folhas. Não sei quanto tempo demorei. Cheguei à estação em simultâneo com a automotora que saiu da Mirandela às 18:13.

Percorri à volta de 18 quilómetros, a pé e tirei 814 fotografias. A selecção de meia dúzia para ilustrar esta minha aventura, é uma tarefa difícil. As fotografias ficam guardadas, mas os locais estão lá, cheios de luz e cor, à espera de serem visitados.
Ligação para a 1.ªetapa entre Cachão e Ribeirinha
Ligação para a 2.ªetapa entre a Brunheda e a Ribeirinha

Texto e fotografias de Aníbal Gonçalves

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A Primavera chegou

O calor na Terra Quente já se fez sentir nos últimos dias. Junto ao tua apetece sentar um pouco a observar o azul das águas e ouvir os pássaros, muito activos nesta época do ano. São muitos os que procuram o bar junto ao rio para beberem uma bebida fresca, em contacto com a Natureza.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Dia Internacional de Acção pelos Rios: este rio é TUA!



Hoje, dia 14 é o Dia Internacional de Acção pelos Rios.
Estão previstas algumas actividades
ao longo do Rio Tua, para assinalar este dia.
Mais informação aqui.

Linha do Tua: Circulação novamente suspensa a partir de domingo


Bragança, 14 Mar (Lusa) - A linha do Tua vai ser encerrada novamente no troço afectado pelo acidente de Fevereiro de 2007, por determinação do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

De acordo com a mesma fonte, o instituo fiscalizador ainda não recebeu do LNEC e da REFER a comprovação de que foram executadas as medidas de segurança necessárias à circulação ferroviária.
A linha reabriu, entre a Brunheda e Foz Tua, a 27 de Janeiro, com uma autorização temporária, que determinava que até 15 de Março teriam de ser entregues no IMTT os relatórios das condições de segurança.
Segundo a mesma fonte, essa informação ainda não chegou ao instituto, que notificou as diversas partes de que a partir de 16 de Fevereiro está interdita a exploração comercial da linha naquele troço.
Contactada pela Lusa, a CP informou que vai acatar a decisão da entidade de supervisão e que não depende desta empresa o retomar da circulação ferroviária.
A CP refere que "é afectada como os clientes", um mês e meio depois de a linha ter reaberto em toda a extensão, quase um ano passado do acidente que matou três ferroviários..
A REFER é a empresa responsável pela infra-estrutura e pelas obras já executadas e medidas de segurança a tomar, por indicação do LNEC.

HFI.
Lusa/fim
19:20 | Sexta-feira, 14 de Mar de 2008 in Expresso

Há uma alteração à notícia anterior (4 horas depois! Como as coisas mudam!). A Agência LUSA está a noticiar:

Linha do Tua: Suspensão adiada, REFER E LNEC têm uma semana para criarem condições
Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres dá uma semana à REFER e LNEC para providenciarem condições necessárias de segurança à circulação na linha.
23:20 | Sexta-feira, 14 de Mar de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Tardes de paz


Nas primeiras tardes de Março, respira-se paz à beira rio. O perfume das flores de pessegueiro mistura-se com o amarelo choque dos grelos floridos. Centenas de pássaros lançam sons chamativos, anunciando uma nova estação que teima em chegar cedo.
Indiferente, o rio corre tranquilamente, espelhando o céu azul e os rebentos ainda jovens dos choupos. Só as pessoas, eternos apressados, não têm tempo para saborear este manjar que está ali ao lado. Basta parar o carro, atravessar a linha do comboio e sentar-se à beira rio, esquecer o tempo, saciar-se de azul, verde ... de todas as cores diluídas com sons.
Assim senti Frechas, por breves instantes.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Primeiro foral outorgado a Frechas pelo Senhorio Lourenço Soares

Nas Inquirições de D.Afonso III, de 1258, Frechas pertencia a Nuno Martins, de Chacim e antes havia sido regalenga, mas que naquela data já nada pertencia ao rei, mas ao seu Senhorio:

E mais disse que ouviu dizer a Nuno Martins de Chasin que Vale de Asnos e Cedaios (Cedainhos) e Frechas, que agora são de Nuno Martins, foram regalengas, do Senhor Rei e agora este delas nada detém.

Após a formação do Reino de Portugal, os primeiros monarcas fizeram a doação do Senhorio de Frechas para povoar, explorar e defender em tempo de guerra, mas que numa fase preliminar haviam sido regalengas.

O seu senhorio concedeu-lhe a primeira Carta de Foral, baseado na qual D. Manuel I lhe outorgou posteriormente Foral Novo ou Manuelino:

" A quantos esta nossa Carta de Foral virem, dado à Vila de Frechas, fazemos saber que por bem das diligencias, exames e inquirições que em nosso reino mandamos fazer para justificação e declaração dos forais deles. E por algumas sentenças e determinações que com o nosso Conselho e letrados passamos, acordamos, visto o foral da dita vila dado por Lourenço Soares, que as rendas e direitos se devem na dita vila pagar e arrecadar na maneira e forma seguinte..."
Frechas tradição e modernidade - Ilda Fernandes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

População do Cachão queixa-se da poluição causada por fábrica local

Frechas

O fumo e a sujidade proveniente de uma fábrica de extracção de óleo de bagaço de azeitona, instalada no Cachão, em Frechas, está a gerar queixas por parte de população local. O ano passado, os moradores já denunciaram a situação ao Ministério do Ambiente, através de um abaixo-assinado. No entanto, até ao momento, ainda não receberam qualquer resposta. Os responsáveis pela fábrica dizem-se dispostos a “minorar” os prejuízos causados à população.

Veja mais aqui:
http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=124&id=5501&idSeccao=1393&Action=noticia




Carta de Foral

Aliado às comemorações dos 495 anos do foral, o blog frechas-frechas.blogspot.com, vai durante os próximos dias divulgar aqui alguns aspectos importantes, relacionados com o foral concedido à Vila de Frechas.
Conhece-se que o primeiro foral de Frechas lhe foi outorgado pelo seu senhorio, Lourenço Soares, antes de 1258, que instituiu Frechas como concelho e vila, conforme consta nas inquirições de D. Afonso III, de 1258, referenciado mais tarde no foral novo ou Manuelino. Foi com base nesta primeira carta, que D. Manuel legislou sobre os direitos e deveres dos moradores de Frechas, em continuidade e equivalência do antigo, substituindo somente nos deveres o foro de oitava pelo de novena.
No século XVI, com base no anterior, foi-lhe outorgado Foral Novo por D. Manuel I, que mão focava todos os pontos, nos que faltavam, os moradores de Frechas tinham de guiar-se pelo estipulado no Foral e Miranda do Douro.
Frechas tradição e modernidade - Ilda Fernandes

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Mirandela:Vale do Tua é uma mina inexplorada - ambientalistas


Mirandela, 24 Fev (Lusa) - O rio e a linha ferroviária do Tua são uma "mina" por explorar em Trás-os-Montes, podendo servir de base para o desenvolvimento turístico e económico das populações locais, defendeu hoje João Branco, dirigente da associação ambientalista Quercus.

Cerca de meia centena de pessoas viajaram hoje no metro de Mirandela, que percorre a linha ferroviária do Tua, e concentraram-se na estação de Abreiro, no âmbito da iniciativa "Por Linhas Travessas" que pretende dar a conhecer a paisagem, fauna e flora do vale do Tua.
A iniciativa foi do Núcleo de Estudos do e Protecção do Ambiente (NEPA) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em colaboração com a núcleo de Vila Real da Quercus e da Coordenadora de afectados pelas Grandes Barragens e Transvases (Coagret).
"O rio Tua apresenta um conjunto importante de aspectos no âmbito da fauna, da flora, da geologia, da paisagem, do património arqueológico e da cultura. Este vale, com o rio e a linha-férrea, representam uma mina ainda por explorar", afirmou João Branco.
É que, para o ambientalista, as gargantas apertadas que caracterizam o vale do Tua, "proporcionam paisagens e condições hídricas óptimas para o usufruto da canoagem e disciplinas associadas" e a linha de caminho de ferro, com 120 anos de vida e considerada uma das mais belas da Europa, "serve de forma perfeita a acessibilidade para as actividades de descoberta do vale".
São "muitas" as espécies que habitam neste território, desde a garça real, a águia de bonelli, cegonha negra, o bufo real, ou, em termos de flora, albergando dois habitats prioritários de zimbro e sobreiro, que constam da directiva habitat da União Europeia.
Foram também muitos os turistas, vindos desde Braga, Coimbra, Porto, Vila Real, canoístas de Fafe, estudantes Erasmus da Polónia e até um casal de ingleses que apanhou boleia com o grupo, que viajaram no metro do Tua.
Para a maior parte foi a primeira vez que fez este percurso e por isso as reacções à paisagem foram de "espanto" e de "encanto".
"A paisagem é muito bonita, embora um pouco assustadora nas zonas mais íngremes e escarpadas. Gostei muito de tudo", disse à Lusa, Paula Carvalheiro, que viajou desde o Porto.
Já Rui Silva, que se deslocou desde Coimbra, caracteriza a paisagem do vale como "extraordinária", considerando "inadmissível" que ela seja destruída pela subida das águas da barragem.
Inês Bião estuda na UTAD e trouxe o pai, Inácio, de propósito para conhecer a região e a reacção dos dois foi idêntica: "é uma paisagem magnífica".
Para Leonel Castro, do clube náutico de Fafe, o rio Tua apresenta "excelentes condições para a prática de canoagem, formando grandes ondas e rápidos, sendo ainda navegável praticamente durante todo o ano".
Aos turistas juntaram-se alguns populares das aldeias de Abreiro e Vieiro.
Para Arnaldo Fontes, habitante de Abreiro, a linha não devia encerrar porque "nem todas as pessoas tem carro ou dinheiro para alugar um táxi quando precisam de ir, por exemplo, a Mirandela".
Já Carolino Augusto, do Vieiro, disse ter muita pena de ver fechar a linha onde trabalhou, em reparações, durante muitos anos e que considera ser ainda um importante meio de transporte.
O principal "inimigo" do vale do Tua é, na opinião dos ambientalistas, a barragem prevista para a foz do rio e cujo concurso público para a sua construção abriu este mês.
João Branco referiu os impactes negativos, a nível do ambiente e também da economia local.
"Vinte por cento das vinhas do concelho de Murça, mas as que dão mais e melhores vinhos, vão ficar destruídas afectando o principal sustento de dezenas de famílias", salientou.
Apesar de ainda não se saber a que cota vai ser construída a barragem, João Branco considera que o vale do Tua ficará "irremediavelmente destruído" com esta infra-estrutura, que, na sua opinião, só trará lucros aos "grandes grupos económicos e não às populações locais".
Para além de defender a manutenção da linha do Tua, que actualmente se estende apenas do Tua (Carrazeda de Ansiães) a Mirandela, Pedro Couteiro, dirigente da Coagret, quer ainda que se recupere a ligação a Bragança e se estenda a Puebla de Sanabria, em Espanha.
A futura ligação ferroviária em Alta Velocidade Madrid-Puebla de Sanabria deverá estar concluída em 2012, e, segundo o responsável, tendo em conta que Bragança se encontra a pouco mais de 30 quilómetros de Sanabria, "seria imperativo estudar a conexão entre estes dois pontos, pois esse projecto permitiria oferecer novos horizontes a toda a região de Trás-os-Montes".
"Por Linhas Travessas" é um ciclo de percursos pedestres, ferroviários e fluviais que pretende dar a conhecer a região de Trás-os-Montes e Alto Douro através das linhas de caminho de ferro.
Joaquim Silva, do NEPA, referiu que, nos próximos meses, vão ser organizadas passeios, todos acompanhados por especialistas em fauna, flora e paisagem, nas linhas estreitas do Tâmega, Corgo, estando previsto ainda um regresso ao Tua.
Também para 14 de Março, em que se assinala o Dia Internacional da acção dos danos contra os rios, água e a vida, as três associações ambientalistas estão já a programar um conjunto de iniciativas que decorrerão entre Mirandela e a estação do Tua.

PLI.

Lusa/Fim

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Incêndio numa instalação de gás provoca um ferido, em Frechas

Era quase as 10 da manhã do dia 11, quando Marco Sarmento se preparava para trocar uma botija de gás de 35 quilos vazia por uma cheia, quando sentiu o cheiro a gás. “A instalação devia estar com fuga de gás e eu tentei fechar a torneira, mas foi tudo muito rápido. Passados seis segundo saíram chamas. Senti queimar a cara e sai fora”, conta. A pequena explosão provocou queimaduras de 1º e 2º grau na face de Marco Sarmento. Com a cara queimada o funcionário de uma empresa de venda de gás telefonou prontamente para o 112, de onde atenderam da PSP de Bragança, como é do protocolo. “Disse que tinha a cara queimada e que era preciso um carro dos bombeiros para apagar as chamas, porque podia explodir”, explica. Mas, apesar de ter dito que tinha a cara queimada, Marco Sarmento não disse que precisava de uma ambulância para ser socorrido, e poucos minutos depois só chegou o carro dos bombeiros de Mirandela. Perante a ausência de transporte para o Hospital, o queimado foi transportado até ao Hospital por um colega da empresa. Enquanto esperava pelos bombeiros, Marco Sarmento ainda terá sido aconselhado por José Fernando, um vizinho da casa afectada, que o aconselhou a retirar do local a carrinha carregada de botijas de gás. Cerca de duas horas depois do sucedido a directora clínica da unidade de saúde de Mirandela explicava que o indivíduo de 21 anos tinha “queimaduras de 1º e 2º grau na face”., Ilda Matos acrescentava que Marco Sarmento “depois de avaliado foi internado em observação para tratamento”. Como precaução foi feito um raio-x ao tórax. No casa afectada pela explosão de gás, o comandante dos Bombeiros de Mirandela explicava que não receberam do 112 qualquer tipo de pedido de ambulância, mas apenas de um carro de combate a incêndios. Carlos Ricardo revela que ainda são desconhecidas as causas da explosão. A casa não foi afectada.
Jornal Terra Quente
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