terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

TUA Muitos idosos e poucos turistas

Vão chegando na alegre algazarra dos adolescentes. E, no entanto, são idosos quase todos, os passageiros que entram na automotora verde acantonada na estação de Mirandela, com destino aprazado para dali a um par de horas e 55 quilómetros, na estação terminal do Tua. Chegarão lá cinco dos 26 viajantes que a máquina carrega... A benevolência extemporânea do clima e o resultado sofrível da selecção nacional de futebol polarizam as conversas por género - mistérios da meteorologia para elas, misérias desportivas para eles. E assim, sem atritos nem atropelos, não tarda que os 24 lugares disponíveis no bólide, uma dúzia alinhada em cada lado, estejam ocupados por autóctones.Forasteiros, apenas quatro dos 24 mil que utilizam a linha por ano, facilmente discerníveis um casal pelo trajo, tão casual que sugere um fato de treino (o dele com Spalding escrito no peito); o outro pelo sotaque, trazido do Funchal nas férias curtas do Carnaval. Soando as 10 horas, a automotora verde, uma das três LRV2000 que a Metro de Mirandela opera - havia outra, mas foi abatida após o acidente de há um ano que vitimou três pessoas -, ronrona os motores na via estreita e parte rumo a uma paisagem única e arrebatadora. E que é já memória...
Uma velha apeia-se com os vagares da idade em Latadas, o primeiro apeadeiro. Ninguém reclama da demora, que a conversa está boa e a paisagem é demasiado urbana para ser interessante. O rio corre do lado direito sem atritos, entre as leiras e a neblina. Após um túnel breve, a grande evasão dá-se em Frechas, onde calha sair Alice Caravelas. A professora liceal, de 30 anos, advoga não só a utilidade da linha - "não tenho carro e é barato (menos 60 cêntimos do que o autocarro para Frechas) -, mas também a vertente lúdica "Já fui algumas vezes até ao Tua e quero repetir na Páscoa, antes que a linha encerre", garante, admitindo que "a barragem talvez supere a receita do turismo", mais pródigo no Verão, embora "no Inverno seja mais atractivo", assinala. "Só que não há muita divulgação", diz. E sai. Leva mais seis passageiros com ela. Após 12 quilómetros e muitas curvas e trepidações, ruminando o verde da paisagem lavrada, a automotora deixa mais seis em Ribeirinha, estação habitada e limiar da civilização. A meia dúzia é contestatária: "No ano passado, fiz 114 viagens. Estou a viver em Mirandela e tenho aqui as fazendas. Se a linha for fechada, tenho de ir e vir de qualquer maneira", protesta Adelino Trigo, de 77 anos. É socorrido, na defesa da linha, por Acácio Amaral, aposentado da GNR aos 54 anos e viajante incansável: "Desde jovem que uso este transporte. A minha mulher vai uma vez por mês a Penafiel e ao Porto e vamos sempre neste", assegura, dando conta dos malefícios de uma barragem: "Prefiro a linha. Primeiro, a riqueza que existe, os melhores terrenos, fica tudo submerso", afiança, interrogando: "O que é que essas pessoas vão fazer depois? Vão viver de quê? Se já assim vão daqui para fora…".
Dali para fora está quase a partir a automotora, mas eis que surge, caminhando pela via, quatro elementos da Refer. Estão a fazer, explicam, o levantamento do estado da linha, visando a optimização da velocidade para o comboio andar mais depressa". Porque mais vagar é difícil, mas também imprescindível "De Ribeirinha ao Tua, o comboio circula com marcha à vista - nunca a mais de 30 Km/h, permitindo parar após identificar um obstáculo". Santa LuziaMunidos do contexto daquele vagar que não amacia a trepidação, os passageiros entregam-se à contemplação da Natureza.
É a partir de Abrunhedo que se calam as vozes e abrem-se de espanto os olhos dos iniciados. Impressionam-se com pouco, ainda, os turistas montes penteados pelo aro acolhem vinhas, identificam-se amendoeiras ameaçando florir, salgueiros e choupos, há azenhas desnudas ladeando as águas que afeiçoam o leito xistoso. Chega-se a Abreiro e, após ter saído mais alguma, há permuta de gente - saem quatro, entram duas - sem que se vislumbre para onde irá quem fica, embora haja, logo acima, uma ponte de betão. A estação, esventrada, assinala a civilização com um grafito ridículo gritando impropérios na parede.
O rio amodorra-se um pouco, ali, e acolhe, até, um pato no meio de um aluvião. Mas quanto mais penetra a automotora na via, mais o penedo se agiganta e atemoriza, granítico, e estéril. A vontade do homem, porém, engendrou bancadas no dorso da escarpa, e lá plantou oliveiras que enxameiam a encosta, até não lhe ser mais possível combater a pedra, rugosa e bruta. Mortal, aquele declive.
E quase em Santa Luzia, o maquinista, ciente da natureza humana, abranda para que o povo veja a mais nova, e macabra, atracção turística o local onde se despenhou, há um ano, uma automotora, matando três pessoas. "Foi aqui", informa. "Ah, louvado seja Deus…", exclama uma mulher, piedosa, tentando fotografar uma nesga de rio lá em baixo. Garantido o postal, benze-se. Em Santa Luzia, percebe-se como a engenharia, por vezes, é perversa: vêem-se as amarrações de acesso, por teleférico, do povo de Amieiro, aldeia pendurada na outra encosta, à estação. Mas não há teleférico.
…Estação do Tua
A automotora entra no destino final como um carrossel a linha, sinuosa, afaga os flancos do maciço, a trepidação aterroriza as almas sensíveis que, ainda assim, mantém a vista presa, obstinada, à paisagem em que avulta o voo planado de uma ave de rapina - o único apontamento de suavidade. E, quatro túneis depois, surge o oásis ferroviário da estação do Tua, onde jaz a carcaça de uma automotora vermelha anunciando o destino que espera, talvez, a linha inteira: a podridão. "Acho uma pena, por esta linha, e esta paisagem, que é uma mais valia enorme. Tem é de ser mais divulgada, porque o bilhete não é nada caro", diz o madeirense José Cristiano Branco, professor de Educação Física. A mulher explica a origem da viagem insólita "Vi imagens na televisão pelos piores motivos - o acidente - e, há dias, vimo-las outra vez, a propósito da reabertura da linha. Como disseram que podia fechar, viemos cá antes disso". E, apesar de estar "só de passagem", não deixa de se interrogar: "E se o Douro é Património Mundial, como é possível desprezar esta linha?".
JN

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O primeiro dia da 'nova' linha ferroviária do Tua


População já não tinha qualquer esperança de voltar a ver comboio
A Linha do Tua reabriu ontem o troço de 52 quilómetros entre Mirandela e Tua, quase um ano depois do acidente em que morreram três ferroviários. O primeiro comboio saiu da estação de Mirandela às 10.00 envolto em denso nevoeiro que acompanhou a composição ao longo de todo o percurso.A viagem inaugural estava inicialmente destinada apenas à Comunicação Social, mas as portas acabaram por ser franqueadas à população que quisesse aproveitar a viagem. Cinco pessoas corresponderam ao convite a aproveitaram o primeiro comboio para rumar a Carrazeda de Ansiães.E ao longo do trajecto alguns elementos da população foram confidenciando que já não tinham qualquer esperança de voltar a ver o comboio por aquelas bandas. Para Isilda Domingos, residente em Frechas, "o comboio é o meio de transporte essencial, além de mais barato, passa mesmo à minha porta. Já tinha saudades, e apareceu logo numa manhã de nevoeiro" , comenta.Também Armindo Augusto, passageiro habitual da Linha do Tua, ontem viajou de graça por ter sido o primeiro a fazer a viagem na sua reabertura, depois do acidente de 12 de Fevereiro, e o único a fazer o percurso na sua totalidade. Dos restantes passageiros, todos saíram nas estações anteriores ao troço onde ocorreu o acidente. "Hoje pode ir de graça", transmitiu-lhe o revisor.Para José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, o dia era de felicidade. "Não só para mim", dizia ao DN, "mas também para a população das sete aldeias encravadas no vale do Tua , cuja única hipótese de transporte é o comboio". Para estas pessoas, que vivem em aldeias isoladas, a alternativa de transporte é o táxi. "Sai muito caro, e muitas vezes a população não o utiliza, mesmo para ir ao médico, porque não tem possibilidades económicas", reconhece o autarca. Não é apenas o trasporte dos residentes que o presidente da Câmara de Mirandela vê na Linha do Tua. José Silvano acredita no potencial turístico daquela ferrovia e aponta números: "Já trazia cerca de 12 mil pessoas ano ao vale do Tua, número que poderá vir a aumentar para 20 mil com uma boa divulgação por parte da CP e dos municípios envolventes".A colocar em causa estas aspirações está a construção de uma barragem. No entanto, José Silvano confia que "o Governo vai ter o bom senso de não a construir. Seria mau para as populações e para o desenvolvimento regional, ganhamos mais com a linha do que com a barragem, e há alternativas como por exemplo a construção de mini-hídricas", defende.Quanto à segurança, garante que a Linha do Tua " é totalmente segura, em 120 anos apenas teve um acidente, o de 12 de Fevereiro de 2007". Depois disso a linha foi reabilitada e agora o local do acidente está identificado com barreiras de sustentação. Taludes e redes seguram a ravina de onde desabaram as pedras que fizeram descarrilar ao início da noite de 12 de Fevereiro de 2006 uma carruagem do metro de Mirandela com cinco pessoas a bordo. Três acabaram por falecer.Desde ontem os utentes terão à sua disposição duas ligações em cada sentido de manhã e no final do dia. O percurso entre Mirandela e o Tua demorará duas horas, mais meia hora do que antes do acidente. Esta condição de velocidade reduzida na maior parte da linha, por forma a o maquinista ter condições de detectar eventuais obstáculos e travar atempadamente, foi imposta pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.Ontem o comboio foi conduzido por Fernando Pires que não é maquinista, mas agente de condução. Fez a viagem sem qualquer receio, pois afirma, "há mais acidentes nas estradas que nas vias férreas. Depois de 12 anos a viajar por estes carris não considera a linha mais perigosa do que as outras.

DN/Lusa

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Linha do Tua reabre já na próxima semana

A linha do Tua vai reabrir na sua totalidade já na próxima semana. Esta decisão saiu da reunião, que teve lugar hoje em Lisboa, entre a CP, a administração da empresa Metro de Mirandela e a câmara desta cidade.

A reabertura vai acontecer com duas viagens de manhã e duas à tarde, entre Mirandela e o Tua, a fim de fazer as conexões com os comboios que ligam a região do Douro ao Porto.

Recorde-se que a linha, entre a estação do Tua e a da Brunheda, encontra-se encerrada desde o acidente de 12 de Fevereiro de 2007, envolvendo uma composição da Refer, que, devido ao deslizamento de terras e pedras, mergulhou dezenas de metros até ao rio, provocando a morte a três pessoas.

José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, disse ao PÚBLICO que “esta reabertura vai fazer-se seguindo as indicações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)”, isto é com a chamada marcha à vista – que significa que o maquinista deve avançar a uma velocidade que o próprio, mediante as condições atmosféricas ou outras, considere as indicadas para observar toda a segurança na circulação.

Esta reabertura acontece num momento de muita incerteza quanto ao futuro deste trecho ferroviário, um dos mais belos do mundo, pois está para breve a decisão do Governo de atribuição, provavelmente à EDP, da construção da barragem da foz do rio Tua, que inundará parte desta linha, inviabilizando assim o seu funcionamento pleno.
Visto em: Jornal O Público

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

CP e Metro de Mirandela decidem hoje se vale a pena reabrir troço acidentado

Os presidentes da CP e do Metro de Mirandela decidem hoje, em Lisboa, se vale a pena reabrir o troço acidentado da linha do Tua, encerrado há quase um ano, e cujas obras de reposição estão concluídas desde Outubro

O último troço, dos cerca de 60 quilómetros de ferrovia que ligam Mirandela ao Tua e à linha do Douro, está encerrado há quase um ano, desde o acidente de 12 de Fevereiro em que morreram três pessoas, devido ao desabamento de pedras sobre a linha.
Os trabalhos de reposição da infra-estrutura estão concluídos desde Outubro, mas o troço mantém-se encerrado entre a Brunheda e o Tua, com o percurso a ser feito por táxis ao serviço da CP.
Os dois responsáveis vão analisar se há condições para retomar a circulação, face às restrições impostas pelo LNEC para que se circule em marcha à vista em metade da linha até ao Tua e devido às consequências da construção da barragem na foz do rio Tua.
José Silvano, presidente do Metro de Mirandela e da autarquia local, já disse que tem dúvidas «se vale a pena reabrir o troço, a uma velocidade reduzida de 10 quilómetros por hora». Outra questão em cima da mesa é a construção da barragem na foz do rio Tua, que, independentemente da cota a que for construída, irá submergir parte da linha-férrea.
José Silvano referiu ter agora «a certeza de que a responsável pelo atraso na reabertura do troço é a barragem» e reiterou que ele próprio defenderá o encerramento se a barragem cortar a ligação à linha do Douro, na foz do Tua, e consequentemente do interior ao litoral.

Lusa/SOL

Pormenor na igreja

Pormenor na fachada da igreja matriz.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Mirandela (gelada)


O frio tem sido tanto que o Rio Tua gelou. Esta tarde, para completar o cenário, começaram a cair algumas amostras de neve que pintaram o gelo de branco. Apesar da beleza, frio é que não faltava. Mesmo assim não resisti a tentação de fotografar o rio, as pontes e a cidade, onde os cinzentos são as cores predominantes.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Cachão vai ter saneamento novo e calcetamento

Ainda pela freguesia de Frechas, mas na aldeia do Cachão, a autarquia vai avançar em breve com a instalação de uma nova rede de água e saneamento, para depois proceder ao calcetamento de toda a aldeia, incluindo tanto o bairro como a parte antiga.
"É a grande lacuna e falha na freguesia, tendo em conta tudo aquilo que envolve: nova rede de água, saneamento e arruamentos. Para ver se uma vez por todas pomos em ordem aquelas áreas que têm sido tremendamente difícil a sua gestão", conta José Silvano, presidente da Câmara.
A autarquia vai gastar cerca de 600 mil euros nos trabalhos, mas não será a única a investir no Cachão. Também a empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro já lançou o concurso para a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que custará 500 mil euros, e ficará instalada no Complexo Agro-industrial do Cachão.
Obras que Jorge Pereira vê com agrado, assim como o finalizar da remodelação da escola do primeiro ciclo do cachão, terminada há dias. "Penso que há realmente boas condições de trabalho e valeu a pena as pessoas esperarem. Naturalmente que essas situações originam alguma insatisfação, mas isso é normal", diz o autarca de Frechas.
Jornal Terra Quente

Frechas vai ficar sem barracos


Os barracos localizados junto à igreja de Frechas, concelho de Mirandela, vão ser demolidos. São cerca de 70 metros quadrado de construções ilegais em zinco, madeira e outros materiais que ao longo dos tempos foram ganhando volume. A Assembleia de Freguesia decidiu que era altura de desaparecerem por completo.
"A Assembleia de Freguesia manifestou-se favoravelmente à proposta apresentada pelo executivo da Junta, como venho chamando à atenção. Do ponto de vista ambiental é um problema grave que ali temos", desabafa Jorge Pereira, presidente da Junta local. O processo passou agora para a Câmara Municipal de Mirandela, e José Silvano explica que a autarquia "vai fazer as respectivas notificações aos proprietários que têm um prazo de 15 para proceder à demolição ou chegar a acordo com a Câmara. Chegando a acordo ou não a Câmara procede à respectiva demolição". Nos barracos não vive ninguém, já que apenas servem para arrumos. E a população vê com bons olhos que desapareçam: "acho que deitar a baixo é melhor do que ficar aquilo ali. É uma vergonha aquilo. Parece mal e dá má vista à igreja e à rua", diz Maria Angelina, uma das moradoras na freguesia. Maria Antónia, apesar de "apenas" trabalhar no lar de Frechas, também é da mesma opinião e acha que "é bom que a Câmara deite abaixo", já que, acrescenta, "fica feio". Segundo Maria Angelina, os barracos já existem há mais de 20 anos, e o local até já serviu de passagem para a igreja. "Por um lado o acesso à igreja, mas por outro é o início daquela urbanização particular que está um trabalho extraordinário", acrescente Jorge Pereira com ar de satisfação por fim à vista que terá agora a construção ilegal.
Jornal Terra Quente


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Frechas, escondida , no nevoeiro


O dia 13 de Dezembro esteve particularmente frio. O cenário do lado do Cabeço, em direcção ao Cachão e a Frechas, era este.

domingo, 2 de dezembro de 2007

NOTICIAS DE MIRANDELA



O blog de Frechas foi noticia , o meu muito obrigado ao Jornal Noticias de Mirandela, pela sua divulgação.

sábado, 1 de dezembro de 2007

A MINHA RUA



A MINHA RUA
Daqui, onde estou, consigo ver o mundo.
Não o mundo todo! Isso não!!! Seria até ridículo acreditar que sim. Vejo apenas o meu mundo. A MINHA RUA.

A ORIGEM DO NOME II


Um outro significado de Frechas é o de canas frechas ao longo do precurso do rio, aproveitadas na pirotecnia, de que derivou o termo frechas? Um mapa de 1734 apresenta um sitio denominado por terras de Canameiras, um documento antigo refere que aqui se fazia a dança das canas.
In Frechas tradição e modernidade



sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ORIGEM DO NOME


Quanto ao topónimo de Frechas é um tanto ou quanto complicado descobri-lo, na medida em que não encontra-mos algo de concreto ao longo da nossa investigação que o pudesse indicar.
A onomástica frechas tem vário sinónimos.


Será que teve a sua origem por aqui se fabricarem flechas ou frechas, muito utilizadas na defesa como arma de arremesso, a ponto de D.João ll, conceder previlégios e liberdades aos besteiros do conto do julgado de Mirandela em que frechas se inseria?
in Frechas tradição e modernidade

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006


O blog está de parabéns, foi no dia 18 de Outubro de 2006 que tudo começou. Obrigado a todos os visitantes e a todos aqueles que contribuiram para a sua divulgação.
Voltem sempre.

domingo, 21 de outubro de 2007

Barragem não afectará vinhedos nem linha de comboio

EDP já admitiu poder baixar a cota no Tua
Autarcas querem reduzir cota da barragem para viabilizar a linha ferroviária do Tua e desenvolver projectos turísticos na região vinhateira do Douro.
Mário de Carvalho
16:22 | Sábado, 20 de Out de 2007


A Barragem de Foz Tua poderá reduzir a sua cota de forma reduzir os impactos nas zonas vinhateiras da região e permitir a circulação de comboios na ferrovia do Tua. "Tivemos uma reunião com a EDP onde a empresa admitiu no caso de ser a seleccionada para a construção da barragem reduzir a cota, disse ao Expresso José Artur Cascarejo, presidente de Câmara Municipal de Alijó.
A Barragem de Foz Tua está integrada no Plano Nacional de Barragens recentemente divulgado pelo Governo. A sua execução à cota máxima (196m) implicaria a submersão da linha do Tua onde já foram gastos cerca de 3 milhões de euros na sua recuperação e afectaria parte importante de vinhas, nomeadamente, da Adega Cooperativa de Murça. As termas de Carlão e São Lourenço (Alijó e Carrazeda de Ansiães) estariam igualmente condenadas.
José Cascarejo salientou ainda que as autarquias (Mirandela, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça e Vila Flor) querem que depois da construção a barragem se torne numa mais valia na região em termos e emprego e turismo: "Uma barragem não cria riqueza local. Depois de feita a zona fica um deserto. Queremos encontrar fórmulas para que esse investimento possa ser rentabilizado localmente e para isso contamos com quem vai construir a barragem".
Uma fonte de EDP, que solicitou anonimato, disse ao Expresso que a empresa "não revela a sua estratégia" para este projecto que irá a concurso público para a selecção da empresa responsável pela construção da barragem: "Apenas podemos dizer que trabalhamos com diversas cotas pelo que uma alteração na cota pode ser viável desde que a rentabilidade da barragem não seja posta em causa".

Fonte: Jornal Expresso

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

RUA DA COVA DA MOURA


Fiquei estupefacto..., não sei se toda a gente ou na sua maioria, pensa como eu, mas...aínda não estou em mim, não havia necessidade de por um nome destes a uma rua, estarei enganado???
Não sei qual foi o critério usado dos nomes nas ruas, nem sei quem os colocou, mas parece-me que a Junta da Freguesia também terá algumas responsabilidades na sua colocação, por isso faço aqui um pedido ao Sr. presidente da Junta da Freguesia de Frechas na pessoa do Sr. Jorge Pereira:
"Por favor Sr. Presidente, mande alterar o nome dessa rua, por favor!!!"

Já agora aproveito para dizer que a Praça que agora se chama PRAÇA DO PELOURINHO, a sua anterior designação era a de PRAÇA DE D. DINIS, e pergunto: Porque mudou de nome?
Tozé Guedes

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Panoramica do Tua


"O sol começava a espreitar sobre a linha pouco alta dos cabeços distantes e enviava raios, matinais, que se enfiavam entre as faias da beira esquerda, reflectindo-se nas águas sossegadas da represa, e lhes desenhavam os perfis esguios, que se atravessavam até ao lado de lá, como sucessivas pontes de sombra. As faias e salgueiros da margem direita, iluminados em cheio , espelhavam a sua alta verdura na toalha líquida, que lhes reproduzia a imagem recortada de pequenos abalos, pelo tremular levíssimo da corrente.
Da banda de cima, fechava o quadro uma ponte bucólica, com gracioso arco, por sobre o qual se lobrigava, ao fundo, a enorme roda de pás, que uma corrente provocada num caneiro, impelia a fazia levar a água lá acima, a uma terra campeira, simultâneamente; e lá se via a caleira de zinco, apoiada em rodrigas, espetadas em gancha pela leira fora, por onde corria a água ao tanque de rega.
No meio do rio, mesmo no meiinho, eleva-se uma pitoresca ilha, formada de duas fragas sempre humedecidas e guarnecidas de heras e musgos viçosos, dando pedestal a um salgueiro altivo!
Lindo, lindo, este panorama do Tua!"

Cabral Adão, "Paisagens do Norte", 1954.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Barragem vai afogar linha do Tua


“O Governo ainda não sabe do que são capazes os transmontanos zangados, mas vai sabê-lo em breve”. A afirmação, de um popular de Mirandela, de 60 anos, retrata o sentimento da esmagadora maioria da população dos cinco concelhos – Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó – onde vão chegar as águas da futura barragem de Foz Tua, uma albufeira que deixará submersos cerca de 30 quilómetros de uma das mais belas linhas ferroviárias de montanha de toda a Europa.
CM

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Céu azul - Cachão

Quando o céu fica escuro e começam a cair as primeiras chuvas do Outono, já sentimos saudades do céu azul trasmontano.
A fotografia é da Barragem do Cachão, concluída em 1972, no tempo do Eng. Camilo Mendonça, para abastecer de água o Complexo Agro-Industrial e regar os respectivos terrenos agrícolas.
Obrigado por teres visitado o meu blogue e volta sempre.