terça-feira, 30 de setembro de 2008

AGOSTO

No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades.
Regressam à terra, vão ás festas,lançam foguetes, bebem cerveja...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Acidente na Linha do Tua

Ocorreu, perto das 11 horas de hoje, um acidente na Linha do Tua, entre os apeadeiros da Brunheda e do Tralhão.

Mais informação no Blogue - A Linha é Tua - (http://alinhaetua.blogspot.com/)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Cachão - Mirandela (II)

No dia 29 de Julho voltei à Linha do Tua. O objectivo era completar a segunda volta à linha, desta vez em pleno Verão, para poder comparar com aquela que tinha feito na Primavera.
Cheguei ao Cachão, pouco depois das 10 horas. Desta vez não dependia da passagem da automotora. Andava uma pessoa a arrancar algumas ervas nos passeios da estação e, numa curta conversa, fiquei a saber que o troço entre Frechas e Mirandela se encontrava em obras de melhoramento. A Linha do Tua estava toda assente em terra, mas, a situação foi sendo melhorada ao longo dos últimos tempos. Já tinha reparado que o troço mais envelhecido, era entre Frechas e Mirandela, exactamente aquele que se encontra agora em obras.
Esta informação aguçou a minha curiosidade. Na viagem que aqui fiz a 25 de Abril de 2008, tirei fotografias fantásticas, com as papoilas a invadirem a linha. Dá-me ideia que essas imagens nunca mais se vão repetir.

O quilómetro 42º acompanha a estrada N213. Foi uma zona em que tirei boas fotografias. O aspecto estava completamente diferente. Ladeavam a linha duas faixas de ervas completamente ressequidas, com sementes que se prendiam à roupa, lutando pela sua disseminação. Até o bonito jardim de uma moradia que existe sensivelmente a meio desse quilómetro, estava um pouco mais desleixado do que o habitual. Tinha muitas rosas secas.
Um pouco mais à frente reencontrei um casal de aves de rapina que habita esta zona. Estou em crer que se trata de um casal de milhafres-reais (Milvus milvus). Há outro casal de aves de rapina que nidifica entre a Ribeirinha e o Vilarinho das Azenhas, este deve nidificar aqui. Também, logo a seguir a Latadas, há um troço de rio muito largo, com muita água, onde, penso existir mais um casal residente.
Com o céu sem nuvens, o Faro parecia-me ali perto. Este monte fascina-me! Gosto muito de fotografar a linha com o monte a fazer de fundo. Parece até que estamos numa paisagem do centro ou norte da Europa.

Pouco depois avistei as o Bairro Nossa Senhora de Lurdes, em Frechas. Ao chegar à estação, não pude deixar de reparar nas ruínas em redor. Houve um tempo em que a linha era o principal acesso a estas terras. À volta das estações da linha cresciam comércios, pensões e armazéns, conforme a população que serviam. Por exemplo, o Cachão, era o ponto de entrada para o concelho de Vila Flor. Havia um serviço de autocarro entre Cachão e Vila Flor, mas já antes, esse percurso era feito a cavalo. Com a melhoria das estradas, o comboio foi perdendo importância e as infra-estruturas existentes foram sendo abandonadas. Em Frechas, não era difícil manter as casas de banho da estação operacionais, mas agora estão vandalizadas. Quando retomei a marcha apercebi-me que estava quase na hora de passar a automotora. Já não me dava tempo para chegar ao Túnel, por isso abandonei a linha e decidi esperar por ela à sombra de uns enormes choupos brancos. Passou poucos minutos depois, cheia de passageiros, muitos deles turistas que viajam na Linha do Tua por prazer. Estes são, cada vez mais.
Junto à Ponte da Carvalha, entretive-me a tentar fotografar as borboletas. As flores em volta da linha são poucas, ao contrário das borboletas que abundam, mas são muito ligeiras, voando ao mais pequeno movimento.

Pouco depois atravessei o Túnel de Frechas e a vista alargou-se de novo para o rio. A beleza deste vale está neste namoro constante, entre a linha e o rio que raramente se separam. Seguem o mesmo curso, traçam as mesmas curvas, rasgam as mesmas fragas, enfrentam as mesmas ameaças.
Entrei no troço em obras. Está a ser feita uma grande obra: construção de muros de sustentação, aquedutos de escoamento de águas; colocação de gravilha; substituição das travessas; nova soldadura dos carris. Estes são os melhoramentos que uns olhos não treinados vêem. Na zona em obras, é muito complicado andar pela linha. A gravilha cobre mesmo as travessas. Além de ser doloroso estar sempre a caminhar sobre este tipo de piso, é também perigoso. O facto de o pé não apoiar bem, aumenta o risco de entorses. São necessárias umas boas botas.
A zona das Latadas está completamente diferente. Há pouca água, mas as árvores, exuberantes, continuam a dar bastante beleza ao local.
Pouco antes de chegar à Quinta do Choupim, há uma zona plana, com pastos, que me deu grande gozo fotografar na Primavera. Como seria de esperar, agora estava tudo seco. Estava nessa zona quando passou uma nova automotora em direcção a Mirandela.
Era 1:50 da tarde e tinha quatro quilómetros para percorrer. Consultei os horários. Só tinha transporte de Mirandela para o Cachão às 16:14, por isso não tinha necessidade de me apressar.

Dois quilómetros antes de chegar a estação de Mirandela, encontrei o local onde decorriam as obras de substituição das travessas mais velhas. O trabalho é feito durante a noite, uma vez que é necessário arrancar os carris, por isso, não se via ninguém a trabalhar.
Cheguei junto da Ponte Europa. O ambiente era de festa. Do outro lado do rio via-se e adivinhava-se, grande animação, mas ainda contida, dado o calor da tarde.
Demorei bastante tempo a percorrer o último quilómetro. Parava a cada instante, espreitava o rio através do jardim. Sentei-me na relva, retirei as sapatinhas e a maior parte das sementes que levava presas às meias.
Às três e meia da tarde, atravessei todo o Parque do Império e parte da Ponte Românica para tirar algumas fotografias e comprar água fresca. Neste percurso não tive problemas com a água. As três garrafas pequenas que levei, chegaram-me até Mirandela. Apesar do sol, circulou sempre algum ar fresco e não transpirei muito, talvez também pelo facto da linha se encontrar mais próxima da frescura do rio, coisa que não acontece nos troços do início da linha.

À hora da partida da automotora, já estava na estação. Estava completamente lotada, também não me importei, viajo sempre de pé. Muitas das pessoas eram turistas. Alguns vão de carro até ao Tua, fazem o percurso ascendente, almoçam em Mirandela e voltam ao Tua pela tarde.
Com a aproximação do Verão, as automotoras circulam sempre cheias. A linha tornou-se uma atracção turística, mais pela polémica, do que pela promoção que as autarquias fazem. Antes pelo contrário, algumas autarquias, escondem o Rio e a Linha do Tua, com receio que as suas ideias mercantilistas sejam postas à prova, contrariando a ideia de que a linha não é utilizada.
Regressei ao Cachão na automotora. Completei com este percurso, duas voltas à linha, entre Foz-Tua e Mirandela. Talvez quando chegar o mês de Outubro me anime a percorrê-la de novo, em busca das cores do Outono. Até lá, vou-me deliciando com centenas e centenas de fotografias e as recordações de passeios inesquecíveis.


Mais informação no Blog: A Linha é Tua

segunda-feira, 14 de julho de 2008

De volta à Linha do Tua

No dia 12 de Julho voltei à Linha do Tua. Desta vez o percurso foi o troço de linha no concelho de Vila Flor. Começou, pouco antes da estação de Abreiro e terminou no Cachão, onde também tirei algumas fotografias.

A reportagem de todo o percurso pode ser lida - aqui -

sábado, 12 de julho de 2008

Linha do Tua - Debate Público


Dia 25 de Julho de 2008, no Porto.
Cartaz em formato PDF aqui.
Mais informações no sítio do Movimento Cívico pela Linha do Tua.

(nota: a fotografia do cartaz pode parecer familiar, e é. Foi tirada dia 25 de Abril, entre Frechas e o Cachão)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Pelourinho n.º1

Boletim Informativo ANO 1 – NÚMERO 1 – 31/Janeiro/ 2007

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Com a publicação do Pelourinho n.º1, ficam on-line todos os números saídos até ao momento.
A opção, de serem publicados um a um, começando pelo mais recente para o mais antigo, tem uma explicação. Foi necessário refazê-los todos, página a página, o que levou algum tempo.
Podem ser vistos todos seguidos, clicando aqui,

Ou um a um:
O Pelorinho n.º1 de 31 Janeiro de 2007
O Pelorinho n.º1/A de 01 de Abril de 2007
O Pelorinho n.º2 de 30 de Abril de 2007
O Pelorinho n.º3 de 31 de Julho de 2007
O Pelorinho n.º4 de 31 de Outubro de 2007
O Pelorinho n.º5 de 31 de Janeiro de 2008
O Pelorinho n.º6 de 30 de Abril de 2008

Caso me sejam facultados os próximos números, serão imediatamente disponibilizados.
Espero que, pelo menos os que estão mais distantes de Frechas, tenham agora acesso a este Boletim.

sábado, 5 de julho de 2008

Recordando a 1.ª Largada de Faisões e Perdizes

Aconteceu no dia 30 Março de 2008, em Vale da Sancha, a 1.ª Largada de Faisões e Perdizes na Freguesia, promovida pela Associação de Caça e Pesca.






Fotografias cedidas pela Junta de Freguesia de Frechas

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Festa do Foral



Fotografias da Festa do Foral, que teve lugar nos dias 8 e 9 de Março de 2008.





Fotografias cedidas pela Junta de Freguesia de Frechas.

O Pelourinho n.º2

Boletim Informativo ANO 1 – NÚMERO 2 – 30/ABRIL/ 2007

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sábado, 7 de junho de 2008

Recordando o Homem de Ferro 2007, em Triatlo

Fotografias recordando o Homem de Ferro 2007 em Triatlo, em Frechas, nos dias 14,15 e 16 de Setembro de 2007. A prova teve início em Mirandela, mas depois desenvolveu-se e terminou em Frechas.












Fotografias cedidas pela Junta de Freguesia de Frechas

O Pelourinho n.º4

Boletim Informativo ANO 1 – NÚMERO 4 – 31/OUTUBRO/ 2007
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Já publicados:

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Frechas foi noticia no Jornal Nordeste



Frechas oferece património histórico e natural aos seus visitantes


Nas margens do rio Tua

Dona de uma história ímpar, Frechas partilha a sua beleza e grandiosidade com o rio Tua que faz desta uma das aldeias mais conhecidas do concelho de Mirandela.
Mergulhada entre montes e vales de paisagens soberbas, o leito amplo e apaziguador do rio Tua dá, à freguesia, uma calma que é contemplada por quem passa pelo parque de merendas ou quem visita a praia fluvial.
Da ponte que o atravessa, é possível admirar as águas plácidas em perfeita comunhão com a natureza verdejante de campos e vegetação.
A par da sua beleza natural, Frechas é rica em história, comprovada pelo seu faustoso património edificado, como a Igreja matriz, capelas, casas brasonadas e pelourinho, entre outros.
Vila e sede de concelho até ao início do século XIX, a freguesia foi povoada, desde a pré-história, por civilizações como os Celtas, Romanos, Suevos, Visigodos e Árabes, cuja passagem é confirmada pela quantidade de vestígios arqueológicos presentes na freguesia. Assim, é possível encontrar nesta localidade casas de pedra cobertas de colmo, flechas e diversos materiais agrícolas de ferro, bem como moinhos, prensas para o azeite, lagares e adegas, entre outros.
Acredita-se que a elevada procura por parte de povos tão diversos se deve às boas condições climatéricas e à exploração do solo.
O concelho de Frechas perdurou até 1836, altura em que passou para o de Mirandela. No entanto, o pelourinho central recorda a todos os visitantes os antigos foros.

Freguesia integra as localidades de Cachão e Vale da Sancha

Sendo a terceira maior freguesia do concelho a nível demográfico, Frechas, com os seus cerca de mil habitantes, é bastante procurada pelos turistas que, no Verão, usufruem da praia fluvial da localidade. “Vem muita gente para o rio no Verão e há sempre muito movimento por aqui”, informou Constantino Guedes, residente em Frechas.
A alguns minutos de Mirandela, Frechas tem sido bastante procurada por pessoas que pretendem construir e residir na freguesia, sendo que é evidente, para quem passa, a aposta na construção de novas moradias. “Ainda há pouco estiveram aqui pessoas à procura de informações porque queriam comprar terrenos aqui”, adiantou Jaime Alberto, outro residente.
Recorde-se que a freguesia de Frechas integra as localidades de Cachão, conhecida pelo seu complexo agro-industrial, e Vale da Sancha, rica em património histórico, como a capela da Nossa Senhora do Aviso e Igreja de São Gonçalo, entre outros.
Por: Sandra Canteiro

sábado, 24 de maio de 2008

O Pelourinho n.º5

Boletim Informativo ANO 1 – NÚMERO 5 – 31/OUTUBRO/ 2007

Eis mais um número de "O Pelourinho", desta vez o número 5, com data de 31 de Janeiro de 2008.
Acompanham-no algumas fotografias do da Festa do Foral, que teve lugar nos dias 8 e 9 de Março. As fotografias dizem respeito à Teatralização da leitura do Foral.










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quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Pelourinho n.º6

Boletim Informativo ANO 1 – NÚMERO 6 – 30/ABRIL/ 2008

Não seria bom se pudéssemos ler o Boletim Informativo de Frechas, online?? Quem sabe até, imprimi-lo em qualquer lugar do mundo?
Aqui fica O Pelourinho n.º6, de 30 de Abril de 2008, à experiência.
Os meus agradecimentos ao sr. Presidente da Junta de Freguesia.
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sábado, 17 de maio de 2008

Comemorações dos 495 anos do foral da villa de Frechas - Fotografias

Embora com algum atraso, vou divulgar algumas fotografias relativas às Comemorações dos 495 anos do foral da villa de Frechas e de outros eventos que se realizaram em Frechas. As fotografias foram gentilmente cedidas pelo sr. presidente da Junta de Freguesia, Jorge M. Pereira.
As fotografias de hoje ilustram a cerimónia que teve lugar no dia 8 de Março, na igreja matriz de Frechas, que contou com a presença de várias individualidades entre as quais o chefe de gabinete do Governador Civil, Leonel Afonso, o sr. presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano e o bispo da diocese Bragança – Miranda, D. António Montes Moreira.




Nos próximos dias colocarei mais fotografias.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Frechas, hoje à tarde

Mês de Abril, águas mil - mas Maio parece querer ir pelo mesmo caminho. Apesar de ter chovido como já há muito tempo não se via, as albufeiras estão ainda com muito pouca água. A albufeira do Cachão, não é excepção.
Esta tarde choveu com alguma intensidade, mas quando o sol mostrava um pouco da sua graça, tudo se cobria de um verde brilhante, lavado, coroado por um bonito arco-íris.
Obrigado por teres visitado o meu blogue e volta sempre.